
ELE EXPULSOU A ESPOSA GRÁVIDA NA SARJETA… ATÉ UMA LIGAÇÃO MUDAR TUDO…
— Pode implorar e rastejar na lama o quanto quiser, Lorena! Eu não vou perder a minha noite no iate por causa de você e desse bastardo na sua barriga. Acelera logo esse carro!
O grito de Gustavo atravessou a cortina de chuva grossa. De dentro do carro importado, ele apontava para Lorena, rindo. As duas mulheres no banco de trás gargalhavam, e uma delas filmava a cena com o celular.
Lorena tentou se levantar, mas os joelhos escorregaram no cascalho molhado. Aos oito meses de gravidez, o peso da barriga e a dor da rejeição eram esmagadores. A lama manchava seu vestido claro e arranhava suas pernas. Atrás dela, a mansão iluminada que fora seu lar por três anos, parecia agora uma prisão da qual ela finalmente havia sido expulsa. No chão, ao seu lado, uma sacola plástica guardava tudo o que Gustavo havia permitido que ela levasse: o vestido de noiva amassado e os documentos do divórcio.
— Gustavo, pelo amor de Deus… — Lorena sussurrou, a voz embargada pela água e pelo choro. — Eu estou grávida do seu filho! Eu não tenho para onde ir…
Gustavo inclinou a cabeça para fora da janela, com um sorriso frio e cruel no rosto.
— Problema seu. A pensão mínima vai cair na sua conta. Não me procure nunca mais.
O motorista pisou no acelerador. O carro cantou pneu, jogando uma poça de água suja no rosto de Lorena antes de sumir na noite. E ali ela ficou, sozinha, na sarjeta de uma vida que havia sido construída sob falsas promessas.
O que Lorena não sabia era que, naquele exato momento, enquanto a chuva lavava suas lágrimas, a vida de Gustavo começava a desmoronar em um escritório silencioso no centro da cidade.
Dois dias antes, o pai de Gustavo, o poderoso empresário Otávio Monteiro, havia falecido repentinamente. E antes de morrer, o patriarca — que sempre viu a frieza e o egoísmo do filho — tomou uma decisão drástica em seu testamento.
Uma semana se passou. Lorena sobreviveu em um quartinho humilde no fundo de uma pensão, contando as moedas para comer, enquanto Gustavo dava festas diárias para celebrar sua recém-adquirida “liberdade” e a presidência da empresa do pai.
Mas a festa acabou quando o advogado da família Monteiro, o temido Dr. Fábio, convocou uma reunião de emergência no escritório principal. Gustavo chegou de terno alinhado, sorriso no rosto e uma modelo loira pendurada em seu braço.
— Já separou os papéis para eu assinar, Dr. Fábio? Quero assumir as contas da empresa logo, a festa no iate começa em uma hora! — Gustavo riu, ajeitando a gravata de seda.
O advogado não riu. Ele ajeitou os óculos e olhou friamente para o rapaz.
— Não haverá assinatura, Gustavo. E, temo informar, também não haverá iate.
O sorriso de Gustavo desapareceu.
— Como assim? Eu sou o único herdeiro!
— Você era. — Dr. Fábio puxou uma pasta de couro e tirou um documento selado. — Três semanas antes de falecer, o seu pai alterou o testamento. Ele transferiu a totalidade das ações da Monteiro Engenharia, os imóveis e as contas bancárias para um único herdeiro: Miguel Monteiro.
— Miguel? Quem diabos é Miguel? Eu não tenho nenhum irmão!
— Miguel é o nome do seu filho, que ainda não nasceu. E, segundo o testamento, todo o patrimônio será administrado pela mãe da criança, a senhora Lorena Monteiro, com poderes absolutos até que o menino atinja a maioridade.
O chão sumiu debaixo dos pés de Gustavo. O sangue drenou de seu rosto. Ele tentou falar, mas apenas um som estrangulado saiu de sua garganta.
— E o que sobrou para mim? — ele sussurrou, trêmulo.
Dr. Fábio leu a última linha do documento.
— Uma pensão vitalícia no valor de dois salários mínimos, condicionada à proibição de qualquer cargo de chefia na empresa. A carta anexa do seu pai diz, textualmente: ‘A única coisa digna que meu filho fez na vida foi a criança que rejeitou. Que ele aprenda o valor do trabalho começando do zero’.
No mesmo dia, Gustavo, desesperado, procurou Lorena no humilde quarto de pensão. Ele se atirou no chão, chorando e implorando perdão, clamando pela família que havia destruído.
Lorena abriu a porta. Ela não estava mais chorando. Ela segurava os documentos que o advogado acabara de lhe entregar. Olhou para o homem ajoelhado, as roupas caras agora sujas da poeira do chão pobre.
— Você se lembra de quando eu estive ajoelhada? — Lorena disse, a voz calma e cortante. — A diferença é que a minha dor era real. A sua é apenas pelo dinheiro. Saia da minha frente. Você teve a sua chance de ser pai, mas preferiu ser um covarde.
Lorena fechou a porta. A arrogância havia sido esmagada pelo tempo e pela justiça divina, porque o mundo sempre gira, e a vida nunca falha em colocar os reis de joelhos diante daqueles que um dia eles pisaram.
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