EMPRESÁRIO VOLTA À FAZENDA ANTES DO TEMPO… E CONGELA AO VER O QUE A FAXINEIRA FAZ COM SUAS GÊMEAS…
Gabriel Mendonça saltou da caminhonete no sítio em Serra do Sol e, antes mesmo de fechar a porta, ouviu uma gargalhada fina, dupla, impossível de confundir. Suas gêmeas, Lara e Luísa, riam. Riam de verdade.
Ele travou no gramado. Desde a morte da esposa, as meninas pareciam viver num quarto de vidro: comiam, dormiam, obedeciam… mas não brilhavam. Gabriel se enterrou no trabalho e na ideia de que “tempo cura”. Só que, ali, o tempo tinha curado para outra pessoa.
A alguns metros, Renata, a faxineira recém-contratada, estava agachada na grama, como quem reza com os olhos abertos. Na palma, ela segurava uma flor branca. “Essa é a estrela do jardim”, sussurrou. Lara encostou o nariz na pétala. Luísa bateu palminhas, encantada, como se Renata tivesse tirado um coelho do nada.
Gabriel tentou dar um passo. O corpo não foi. Um pensamento queimou: eu virei visita na minha própria casa.
O barulho do sapato na grama molhada fez Renata virar. O sorriso dela murchou num segundo. Não era culpa; era medo de ser mal interpretada. Gabriel levantou a mão, pedindo calma, mas as gêmeas nem olharam para ele. Aquilo doeu mais do que qualquer rejeição adulta.
“Senhor… eu não sabia que o senhor voltaria cedo”, ela disse.
“Eu… só vim direto.” A voz saiu dura. Ele engoliu e tentou de novo: “Desculpa assustar. O que vocês estão fazendo?”
“Jardim. Elas me mostraram as flores.” Renata falou como quem protege uma chama do vento. “Elas estão bem agora.”
Gabriel entendeu o recado: não invade. Então ele se abaixou, longe, no mesmo nível das meninas. “Oi, minhas pequenas… posso ver?” Nenhuma resposta. Só um olhar de canto, rápido, avaliando se valia confiar.
Ele abriu a mão, palma pra cima. “Me dá uma flor? Eu prometo que cuido. Prometo que não deixo murchar.” O silêncio esticou. Então Lara deu dois passinhos e deixou a flor cair na mão dele, sem encostar. Foi uma ponte minúscula — e gigante.
Renata respirou aliviada. “Elas sentem pressa, tristeza, raiva… e fecham. Eu só fico. Sem cobrar. Sem sumir.”
“Eu sumi”, Gabriel confessou, baixinho. A palavra pesou. “Eu fugi porque doía olhar para elas e ver a mãe.” Ele apertou a flor como um tesouro. “Me ensina a ficar?”
Renata assentiu. “O primeiro passo é seu. Guarda o celular. Senta. Só esteja.”
Gabriel tirou o paletó, afrouxou a gravata e sentou na grama. Minutos viraram um pedaço de vida. As meninas correram, colheram mais flores e, aos poucos, o círculo de segurança se alargou até tocar os pés dele. Quando Renata entrou para buscar água, Luísa veio perto e perguntou, com a voz mais fina do mundo:
“Você vai embora de novo?”
Ele não prometeu perfeição. Prometeu presença. “Eu aviso, eu volto, e amanhã eu vou estar aqui quando você acordar.”
No fim da tarde, as três mãos — duas pequenas e uma grande — montaram um buquê torto para a mãe. E, quando a casa cheirou a jantar, Gabriel percebeu que riqueza nenhuma compra aquilo: o segundo começo da própria vida.
“Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?”

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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