ELE CHEGOU AO INTERIOR PROCURANDO SOSSEGO… MAS ACHOU UMA RAZÃO NO AMOR PRA NUNCA MAIS IR EMBORA…
Dizem que o amor aparece quando a gente menos espera, e foi exatamente isso que aconteceu com Artur, um empresário exausto da própria fortuna, que deixou a cidade grande acreditando que só precisava de silêncio. O que ele não imaginava era que, ao fugir do barulho do mundo, encontraria no interior de Santa Verena algo que mudaria seu destino para sempre. Ou melhor… alguém.

Artur chegou à pequena vila numa tarde dourada, o vento abrindo espaço entre as folhas como se anunciasse sua chegada. Largou o carro importado na entrada de uma pousada simples e ficou parado, respirando um ar que parecia mais leve do que qualquer coisa que já sentira. Ali, a vida tinha ritmo próprio. Canto de pássaros, cheiro de pão fresco, passos lentos na rua de terra. Era como se o tempo andasse devagar só pra ele conseguir respirar.

Mas o que realmente parou o tempo foi a primeira vez que viu Clara.

Ela estava em frente à mercearia da família, arrumando caixas de frutas com um sorriso que parecia iluminar até o chão empoeirado. Cabelo preso, vestido leve, mãos ágeis e um brilho no olhar que deixava qualquer um desarmado. Artur só percebeu que tinha parado de andar quando ela levantou o rosto e sorriu diretamente pra ele.

“Bom dia”, disse ela, como se o conhecesse de outra vida.

Ele tentou responder, mas a voz falhou por um segundo. “Bom dia… sou novo na cidade.”

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“Percebi”, ela riu. “Meu nome é Clara.”

Naquele instante, Artur não entendeu, mas algo dentro dele voltou a pulsar.

Em poucas horas, tudo que ele queria era arrumar desculpas para voltar à mercearia. E voltou. No mesmo dia. No seguinte. No outro também. Às vezes comprava algo, às vezes só ficava encostado no balcão conversando. E Clara conversava com ele como ninguém fazia há anos. Falava de chuva, de colheita, dos sonhos que guardava na gaveta. Artur falava pouco, mas ouvi-la era como curar um pedaço dele que ele nem sabia estar quebrado.

Um dia, Clara o convidou para jantar na casa simples onde morava com a mãe. E foi ali, sentando à mesa com galinhada quente, que Artur sentiu algo raro: pertencimento. Pela primeira vez, a vida parecia caber inteira dentro de um momento pequeno.

Mas o passado tem o péssimo hábito de aparecer sem ser chamado.

Um carro preto começou a rondar a vila. Gente da antiga vida de Artur o procurava, lembrando-o de responsabilidades, contratos e decisões que ele tentou deixar para trás. Clara percebeu o peso voltando ao olhar dele.

“Artur… de quem você está fugindo?”, perguntou ela, com o coração apertado.

Ele segurou a mão dela. “Não estou fugindo de ninguém. Estou fugindo de quem eu era.”

Clara respirou fundo. “E o que você veio buscar aqui?”

“Paz”, respondeu ele. “Mas descobri que a paz tem nome. O seu.”

As palavras dela tremeram quando perguntou: “Você vai embora?”

Artur deu um passo, aproximou o rosto do dela e falou baixo, como quem confessa um segredo ao próprio destino: “Eu vim buscar silêncio… mas encontrei você. E por você, eu fico.”

O beijo aconteceu naturalmente, como se o universo apenas empurrasse os dois para o centro um do outro. O vento soprou forte, a noite caiu devagar, e o futuro inteiro se desenhou ali, no abraço apertado.

Naquele interior que ele só queria descansar, Artur encontrou um lar. Não um lugar, mas um coração.
Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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